Lipoaspiração, aumento de mamas, intervenções no nariz e nas pálpebras ainda são as intervenções mais procuradas pelas brasileiras. Dados divulgados recentemente pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) mostram que foram mais de 500 mil procedimentos faciais e quase 420 mil corporais só no ano passado.

Devido à grande procura, há uma intensa preocupação dos médicos em desenvolver técnicas menos agressivas. “Queremos investir para reduzir o tempo de recuperação pós-operatória”, diz o cirurgião plástico Fabrício Mattedi Regiani.

Além disso, “com a atual cobrança da vida profissional, o retorno ao trabalho deve ser o mais breve possível”, explica o cirurgião plástico Luiz Fernando Vieira Gomes.

A lipoaspiração, por exemplo, antes utilizava cânulas grossas que removiam uma quantidade enorme de gordura, causando traumas nos vasos sanguíneos e hematomas doloridos. “Atualmente, as cânulas estão mais finas, reduzindo o trauma, a perda sanguínea, o edema, as equimoses e os hematomas pós-operatório”, explica Gomes.

Na mamoplastia, antes eram levados em conta volumes cada vez maiores. “Agora há uma tendência à escolhas por implantes menores e mais naturais”, diz Mattedi.

Foi o que aconteceu com a blogueira Amanda Pila, de 37 anos. Ela se submeteu à mamoplastia de redução e colocou prótese de silicone de 180 ml, por recomendação médica. Amanda chegou a pesar 84kg, ficando muito acima de seu peso. E há cerca de dois anos, após não se reconhecer mais ao se olhar no espelho, decidiu cuidar da saúde. Ela eliminou 26kg, mas precisou retirar o excesso de pele e colocar a prótese de silicone. A evolução tecnológica e a confiança no profissional a fizeram perder o medo e decidir pela cirurgia. “Foi a melhor coisa que fiz. Hoje meu seio está mais bonito do que quando era adolescente. Se soubesse que seria tão bom, teria feito a cirurgia antes”, comemora a blogueira.

Acompanhe como eram feitos os procedimentos  e como ficaram.

Lipoaspiração

Como era: as cânulas eram mais grossas e causavam traumas nos vasos sanguíneos, além de mais hematomas e dor de maior intensidade. É o que afirma o cirurgião plástico Luiz Fernando Vieira Gomes.

Como ficou: está mais criteriosa, através de bateria de exames é possível definir as técnicas a serem realizadas e os limites do porte da cirurgia, de acordo com a estrutura física e exames clínicos. “São usadas para sucção cânulas de calibres reduzidos e com diversos tipos de orifícios de entrada da gordura. Em geral, as cirurgias são precedidas pela infiltraçao de uma solução de soro fisiológico com adrenalina, com o objetivo de reduzir o sangramento e proporcionar um maior volume de tecido adiposo”, explica Gomes.

Mamoplastia

Como era: antes as próteses eram escolhidas apenas levando-se em consideração o volume. “A tendência era de volumes cada vez maiores. O silicone utilizado era de baixa coesividade, mais fluido, não mimetizando assim o tecido mamário”, diz o cirurgião plástico Fabrício Mattedi Regiani.

Como ficou: as cicatrizes são bem menores do que antes, geralmente não ultrapassando 5 centímetros. Além disso, “as novas próteses são bem personalizadas, a escolha é feita a partir de medidas do tórax e das mamas das pacientes. Há uma tendência na escolha por implantes menores e mais naturais.”

Rinoplastia

Como era: segundo Mattedi, as técnicas utilizadas inicialmente eram ditas reducionais, focavam apenas em reduzir o tamanho do nariz, acabando por ocasionar dificuldades respiratória em alguns pacientes.

Como ficou: a rinoplastia moderna é dita não reducional, ou  não destrutiva, o intuito é alcançar uma harmonia entre as várias estruturas que compõem o nariz sem prejuízo na respiração ou criação do estigma de operado. “Há uma preocupação em se respeitar características étnicas”, afirma Mattedi.

Blefaroplastia

Como era: as cirurgias de pálpebras são as campeãs entre as faciais, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. “Antes havia uma preocupação tão grande em alisar a superfície que os olhos perdiam o formato original”, explica o cirurgião plástico Luiz Fernando Vieira Gomes.

Como ficou: Hoje, técnicas que tratam estruturas internas, como músculo e gordura, estão evoluídas e evitam comprometer a expressão e a descaracterização do olhar. “Os cortes são posicionados de forma mais anatômica e, com o passar do tempo, ficam imperceptíveis”, afirma Gomes. Não devemos esquecer da toxina botulínica e dos preenchedores que complementam e engrandecem o resultado.

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